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19 de junho de 2012

Porque meu filho não gosta de ler?


 
 Uma palavra aos pais, professores, pedagogos e bibliotecários sobre a difícil tarefa de incentivo a leitura.

Não  sou acadêmica no assunto, mais minha curiosidade,  experiência e algumas das minhas muitas leituras me fizeram entrever alguns aspectos negativos que podem levar, com certeza, ao fracasso desta difícil tarefa que é a formação de leitores. E é este conhecimento que gostaria de compartilhar aqui com vocês.
Primeiramente me lembro de certa vez ter lido, que erramos ao disser que é necessário incentivarmos o "habito de leitura" em nossos alunos. Por que o erro? Pensemos nos nossos hábitos, muitas das vezes eles podem ser mudados, deixamos antigos hábitos e adotamos novos a todo momento. Assim a leitura tal como um hábito também poderá ser deixada de lado e trocada por qualquer outro hábito a qualquer hora.
Devemos sim, incentivar o amor pelos livros e pela leitura. Porque aquilo que amamos não abandonamos facilmente. É desta maneira que poderemos formar verdadeiros leitores, aqueles que iram fazer da leitura mais do que um simples hábito, mais uma  verdadeira paixão, uma fonte de constante inspiração, crescimento pessoal, conhecimentos multidisciplinares, enfim uma eterna companheira.
Com certeza algum de vocês já leram em algum lugar sobre a citação que faço a seguir:

"10 Direitos Imprescritíveis do Leitor"

1-O direito de não ler.
2-O direito de saltar páginas.
3-O direito de não acabar um livro.
4-O direito de reler.
5-O direito de ler não importa o quê.
6-
O direito ao “bovarysmo” (doença textualmente transmissível).*
7-O direito de ler não importa onde.
8-O direito de saltar de livro em livro.
9-O direito de ler em voz alta.
10-O direito de não falar do que se leu.
  
Esta citação é retirado do livro "Como um Romance" do autor Francês Daniel Penac, livro este que considero de leitura imprescindível aos pais, professores, pedagogos, bibliotecários enfim a todos aqueles que estão engajados nesta difícil tarefa de formação de leitores. 
Logo no início de seu livro Daniel Penac faz uma colocação que considero chave nesta questão dos verdadeiros entraves na formação de leitores: "O verbo ler não aceita imperativo". 
Transformar a leitura em obrigação é o mesmo que criar mais um entre tantos outros obstáculos, a um possível  candidato a futuro e apaixonado leitor. E esta é a realidade com a qual os nossos educandos convivem, praticamente do início ao fim de todo seu período de formação escolar. Afinal qual de nós nunca teve que ler um livro, cuja leitura foi uma exigência de algum  professor, para responder aquele famoso questionário  comumente chamado ficha de leitura. 
E ai me perguntam os professores? Como então avaliar o leitor e  seu desenvolvimento no aprendizado da leitura?  Mais então respondo: Será que um simples questionário seria assim um instrumento tão eficaz nesta avaliação? Hoje em dia todos temos conhecimento de  que a internet é uma fonte inesgotável de tudo que se queira encontrar. Se buscarmos por exemplo na internet os dados de qualquer livro é possível quase sempre encontrarmos diversas referências, resumos, releases, enfim, diversas informações acerca daquela obra que poderão nos dar pistas suficientes sobre o enredo, sem necessariamente ler a obra em questão. Esta é claro, seria apenas uma das formas de burlar está tão celebre avaliação. 
Aos professores de plantão, eis uma dica preciosa, seja primeiramente você um leitor.  O professor que não gosta de ler não queira ele despertar no aluno o amor pela leitura e pelos livros. Afinal ninguém pode convencer o outro de apostar em algo que ele próprio não experimentou, não soará nada convincente. 
Além do mais o professor pode dispor de vários outros recursos que com certeza lhe permitirão conhecer o desenvolvimento de seus alunos no aprendizado da leitura. Uma boa opção que acho bastante interessante são as rodas de leitura, onde os alunos podem comentar livremente sobre suas leituras de sua escolha, sem ser necessariamente aquela leitura obrigatória, além de permitir uma rica troca de sugestões de leituras entre eles.
O professor neste caso tem um papel fundamental, uma vez que ele próprio deve comentar também sobre suas leituras, além de  sugerir aos alunos algumas leituras que possam vir a  interessar para eles.
Penac em seu livro já citado ilustra de forma contundente o papel do professor como grande provocador da verdadeira paixão do aluno pelo livro. É isto mesmo,  diria que depois dos pais, é o professor, o grande responsável pela tarefa de formar leitores. Podemos definir assim os três grandes pilares necessários ao sucesso desta complexa  tarefa de formação de leitores: os pais, a escola e o professor. 
Primeiramente os pais, pois são eles a primeira imagem e exemplo de leitor que a criança terá. Por isso pais, leiam para seus filhos, leiam com seus filhos e ouçam a leitura de seus filhos, se querem fazer deles grandes leitores. 
É importante observar, conforme nos lembra Penac, que um dos períodos de grande transformação para criança é a fase em que ela entra para escola. Fase esta que deve ser cercada de muitos cuidados, pois é neste momento que a criança se encontra pela primeira vez longe de tudo aquilo que lhe é familiar, longe da presença da mãe, longe de seus brinquedos, longe de tudo aquilo que lhe faz sentir-se aconchegada. Ali na escola frente a um estranho que é o professor ela passa a uma realidade completamente diferente, onde muitas atitudes podem ser decisivas para suscitar nela paixão ou aversão a uma série de coisas.
Portanto é fundamental que nesta fase os pais  acompanhem e fiquem bem atentos as suas reações, e que jamais em momento algum  deixem de fazer aquilo que já faziam por ela, ou seja, deixar que a criança aos poucos se torne independente por ela mesma, sem mudanças bruscas. Portanto pais, não deixem de ler para seus filhos, só porque eles já conseguem ler sozinhos. A leitura aquela ao pé da cama ou em outro momento qualquer feita pelos pais aos filhos, mais do que um momento de laser, representa um forte vínculo afetivo, e este deve se manter até que a criança se sinta segura o bastante para fazer por ela mesma as suas leituras e suas próprias descobertas.
Lembro-me de um episódio, no qual minha sobrinha nos primeiros anos de sua fase escolar, fez um comentário um tanto triste, que talvez reflita o pensamento de muitas outras crianças naquela idade:"Só porque agora já sei ler ninguém mais quer ler para mim!" Triste erro que cometemos ao julgar que pelo simples fato de  uma criança já saber ler, ela não  mais precise  de ninguém que leia para ela. Precisa sim, não só de quem leia para ela, como também de quem tenha paciência para acompanhar as suas leituras e ajudá-la em suas dificuldades,  apreciando também seus acertos.
A escola é aquela que através do seu corpo administrativo e direção, propicia aos seus alunos um terreno altamente fértil  para produção de futuros e apaixonados  leitores. O papel da direção de uma escola é fundamental na valorização do espaço da biblioteca como fonte inesgotável de recursos tão necessários a formação de leitores,  como também da valorização dos profissionais que nela atuam não como meros expectadores mais como verdadeiros promotores da leitura, dos livros e da apaixonante aventura que é ser um "Leitor".

Autora: Rosaine M. Mendonça

11 de junho de 2012

MANIFESTO UNESCO/IFLA - PARA BIBLIOTECA ESCOLAR

         Edição em língua portuguesa – Brasil, São Paulo (Traduzido por Neusa Dias Macedo*) 


  A biblioteca escolar propicia informação e idéias que são fundamentais para que seus usuários sejam bem sucedidos na atual sociedade-baseada na informação e no conhecimento. Habilita os estudantes para a aprendizagem ao longo da vida e desenvolve a imaginação, tornando-os cidadãos responsáveis.
A MISSÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR
  A biblioteca escolar oferece livros, recursos e serviços como apoio à aprendizagem. Possibilita a todos os membros da comunidade escolar tornarem-se pensadores críticos e efetivos usuários dos vários tipos de suportes documentários e meios de comunicação. As bibliotecas escolares ligam-se às mais extensas redes de bibliotecas e de informação, em observância aos princípios do Manifesto UNESCO 1994 para Biblioteca  Pública.
  O quadro de pessoal da biblioteca constitui-se em suporte ao uso de livros e outras fontes de informação, desde obras de ficção a outros tipos de documentos, querem no formato impressos como eletrônicos tanto para a consulta presencial como para a remota. Este acervo se complementa e se enriquece com manuais, obras didáticas e metodológicas.
  Já está comprovado que bibliotecários e professores, trabalhando em conjunto, influenciam o desempenho dos estudantes para o alcance de maior nível na literácia na leitura e na escrita, na resolução de problemas, no uso da informação e das tecnologias de comunicação/informação.
  Os serviços das bibliotecas escolares devem ser oferecidos de modo igual a todos os membros da comunidade escolar, a despeito de idade, raça, sexo, religião, nacionalidade, língua e status profissional e social. Serviços específicos devem ser disponibilizados também a pessoas especiais, não aptas ao uso dos materiais comuns da biblioteca. 
  O acesso às coleções e aos serviços deve orientar-se nos preceitos da Declaração Universal de Direitos e Liberdade das Nações Unidas, e não deve estar sujeito a qualquer forma de censura ideológica, política e religiosa, ou a pressões comerciais. 
FUNCIONAMENTO, LEGISLAÇÃO E REDES
  A biblioteca escolar é essencial a qualquer tipo de estratégia de longo prazo no que respeita a competências à leitura e escrita, à educação e informação e ao  desenvolvimento econômico, social e cultural. Se a responsabilidade sobre a biblioteca escolar cabe às autoridades locais, regionais e nacionais, deve esta agência ser apoiada por política e legislação específicas. Deve também contar com fundos apropriados e substanciais para a manutenção de seu acervo, tecnologias, equipamentos e treinamento de pessoal, livres de qualquer ônus. 
 A biblioteca escolar é parceira imprescindível para atuação em redes de biblioteca e informação tanto em nível local, regional como nacional.
  Objetivos próprios da biblioteca escolar devem ser devidamente reconhecidos e mantidos sempre que ela estiver compartilhando equipamentos e recursos com outros tipos de biblioteca, em particular com a biblioteca pública.  
OBJETIVOS  DA BIBLIOTECA ESCOLAR
  A biblioteca escolar é parte integral do processo educativo. Para o desenvolvimento da literacia e/ou competência na leitura e escrita e no uso da informação, no ensino e aprendizagem, na cultura e nos serviços básicos da biblioteca escolar, é essencial o cumprimento dos seguintes objetivos:
·         apoiar e intensificar a consecução dos objetivos educativos como esboçados nas finalidades do currículo escolar;
·         desenvolver e sustentar nas crianças o hábito e o prazer da leitura e da aprendizagem, bem como o uso dos recursos da biblioteca ao longo da vida;
·         tornar oportunas as vivências para a produção e  uso da informação/conhecimento; para compreensão, imaginação e entretenimento;
·         cooperar com as ações da escola a todos os estudantes nos momentos de aprendizagem e de habilitação para avaliar e usar a informação, a despeito das variadas formas, suportes e meios de comunicação,  incluindo a sensibilidade para bem utilizar formas de comunicação com a comunidade onde estão inseridos;
·         prover acesso em nível local, regional, nacional e global aos recursos existentes e oferecer oportunidades aos aprendizes para a apropriação de idéias, experiências e opiniões a que estão expostos;
·         organizar atividades que encorajem a tomada de consciência cultural e social, bem como de sensibilidade; 
·         trabalhar em conjunto com estudantes, professores, administradores e pais, para o alcance final da missão e objetivos da escola; proclamando o conceito da liberdade intelectual e do acesso à informação como pontos fundamentais à formação de cidadania consciente e  exercício da democracia;  
·          promover leitura, recursos e serviços da biblioteca escolar junto à comunidade escolar e ao seu derredor.
À biblioteca escolar cumpre exercer todas essas funções, desenvolvendo políticas e serviços; selecionando e adquirindo recursos; provendo acesso físico e intelectual a adequadas fontes de informação; fornecendo ainda ferramentas/equipamentos educativos, e envolvimento no treinamento de pessoal.
  O bibliotecário escolar - membro profissionalmente qualificado – é o responsável pelo planejamento e gestão da biblioteca escolar, tanto quanto possível, deve contar com o apoio de equipe adequada, trabalhando em conjunto com todos os membros da comunidade escolar,  bibliotecas públicas e outras agências afins.
  O papel do bibliotecário escolar irá variar de acordo com orçamentos, currículos e metodologias de ensino das escolas, dentro do quadro legal e financeiro do país.  Dentro de contextos específicos, há áreas gerais de conhecimento que são vitais se os bibliotecários escolares quiserem desenvolver e operacionalizar serviços efetivos, a saber: gestão de biblioteca, de aquisição de recursos e de serviços de referência e informação, e gestão de ensino.
  Em vista das crescentes mudanças nos ambientes de rede, os bibliotecários escolares devem tornar-se competentes em questões de planejamento e instrução às diferentes habilidades para o manuseio de novas ferramentas de informação, tanto a professores como a estudantes. Desta forma, devem obter contínua formação profissional.
    SERVIÇOS E GESTÃO
Para assegurar serviços efetivos e credenciados, ter-se em conta:
·         formular política própria para os serviços de biblioteca, definindo objetivos,  prioridades e atividades, em consonância com as necessidades  curriculares das  escolas;
·         obedecer a padrões profissionais na organização e manutenção da biblioteca escolar;
·         prover  acesso a serviços e à informação a todos os membros da comunidade escolar,  e funcionar dentro do contexto da comunidade local;
·         encorajar a cooperação entre professores, gestores experientes na área escolar, administradores; pais; outros bibliotecários e profissionais   da informação, e grupos interessados da comunidade.
 APLICAÇÃO DO MANIFESTO
  Por intermédio de ministérios da educação e cultura, são conclamados os governantes de cada país para que desenvolvam estratégias, políticas e planos de implementação aos princípios deste Manifesto.
  Esses planos devem prever intensa divulgação do Manifesto tanto em programas de formação básica como de educação contínua a bibliotecários e professores.
  Incentivo deve ser dado aos responsáveis pelas tomadas de decisão, em nível local e nacional, e à comunidade de bibliotecários em todo o mundo, a fim de que sejam aplicados os princípios deste Manifesto.

* O Manifesto foi preparado pela IFLA e aprovado pela UNESCO na sua Conferência geral, de novembro de 1999.  
* Fonte: http://www.ced.ufsc.br/bibliote/acb/manifesto_p_be.html

21 de maio de 2012

Estatísticas de nossa biblioteca


De acordo com o relatório do nosso atual sistema utilizado para automação dos serviços
da biblioteca, o total de empréstimo  de livros realizados no período de 01/03/2012 a
21/05/2012 foi de 5357, isto mesmo (CINCO MIL TREZENTOS E CINQUENTA E SETE
LIVROS), período este inferior a três meses, superando e muito as nossas expectativas.
Esperamos é claro que a moçada não esteja apenas levando os livros para casa, mais
também fazendo boas leituras.
Ainda de acordo com o relatório emitido pelo entre os livros mais procurados estão:


1º Lugar Meu primeiro beijo / Carrasco, Walcyr
2º lugar Menina bonita do laço de fita / Machado, Ana Maria (infantil)
3º lugar houve o empate entre várias obras sendo elas
O seminarista / Guimarães, Bernardo
Minha primeira paixão / Almeida, Elenice Machado de
Tubarão com a faca nas costas / Dias, Cezar (novo)
Caravela : [redescobrimentos] Bicalho, Gabriel(novo)
Entre as junturas dos ossos Oliveira, Vera Lúcia de(novo)
Dez Sacizinhos / Belinky, Tatiana(novo) (infantil)
Abrão e as frutas / Mendonça, Luciana V.P. de(novo)
Blog da Cacau : Ninguém merece / Herskovic, Chantal
O misterio do cinco estrelas / Rey, Marcos














Comemorações do dia do livro infantil




Em comemoração ao dia Nacional do Livro Infantil foi apresentando em nossa escola um número de fantoche, aos alunos das fases iniciais do 1º ao 5º ano. 
A história escolhida para apresentação, como não poderia deixar de ser, uma história do consagrado autor Monteiro Lobato retirado do  livro: Caçadas de Pedrinho. Na verdade o episódio apresentado deu seqüência ao que havia sido apresentado no anterior, no qual o personagem Pedrinho consegue capturar e prender o Saci. Depois de muito ser questionada de até quando o pobre do Saci ficaria preso decidi então apresentar o episódio no qual o Pedrinho liberta o Saci. 
O texto sofreu é claro algumas adaptações para a referida apresentação, e o resultado não poderia ser melhor.
Graças a colaboração dos alunos Tayná, Hiago, Rafael, Gabriel e Thalita  todos do 7º ano de nossa escola  os quais se empenharam bastante nos ensaios a apresentação foi um sucesso.
Também alunos do sexto ano: Hélen, Emily, Igor, Ana Paula e Gabriel do 7º ano prepararam uma coreografia  tendo como tema  a música: Sitio do pica-pau amarelo de Gilberto Gil.  Caracterizados como os personagens do Sitio esta turminha arrasou    na abertura  do teatro de Fantoche. A apresentação foi um sucesso. Nossos alunos são verdadeiros artistas. Parabéns a todos.


20 de maio de 2012

Início das atividades de 2012 em nossa biblioteca


                                                                             
A Escola Municipal Arlindo de Mello trouxe novidades em sua biblioteca neste ano de 2012.
Dentro de um cronograma especial todas as turmas da escola foram levadas por seus respectivos professores a biblioteca, onde receberam diversas orientações.
A bibliotecária da escola, além de falar a eles sobre a importância da leitura, fez leituras e contou histórias. Isto além de orientá-los sobre o uso do acervo, falando também sobre a organização do espaço da biblioteca e dos livros. Os alunos receberam ainda na ocasião orientações gerais sobre seus trabalhos de pesquisa, deste a elaboração até a apresentação formal e estética dos mesmos.
Outra novidade que a biblioteca trouxe foi o inicio do empréstimo automatizado. 
A automação das bibliotecas da rede municipal  de ensino de Formiga é um projeto há muito sonhado por todas bibliotecárias que nelas atuam. Projeto este que está se tornando realidade, graças ao apóio que vem recebendo do nosso Secretário da Educação Sr. Geraldo Reginaldo, o qual tem colaborado fortemente com as bibliotecas no sentido de garantir o suporte material necessário a sua realização, e também o enriquecimento e melhoria do acervo.
A biblioteca da Escola Municipal Arlindo de Mello já se encontra com quase 50% do seu acervo já cadastrado no programa adotado pela rede, o BIBLIVRE. De acordo com a bibliotecária da escola e autora deste blog , a qual já trabalha na escola há vinte anos, esta automação além de agilizar o processo de empréstimo economizando o tempo dos leitores, irá proporcionar buscas em  catálogos de título, assunto, autores, o que com o crescimento do acervo se torna indispensável a todos que usam a biblioteca: alunos, funcionários, professores e comunidade em geral. Ainda segundo a bibliotecária, Formiga é uma cidade privilegiada em termos de bibliotecas escolares municipais, pois a grande maioria dos municípios não conta com bibliotecas escolares tão fortes e tão bem assessoradas em termos de pessoal e acervo. Lembrando ainda é claro a importância da presença do profissional bibliotecário, o qual é indispensável para organizar e administrar os recursos, desenvolvendo estudos sobre o acervo e as necessidades da comunidade que dele se utiliza, de modo a garantir que o mesmo cresça de forma ordenada e atualizada, desenvolvendo também medidas que garantam sua ampla utilização e conservação. Sem este profissional as bibliotecas não passam de meros depósitos de livros.

18 de maio de 2012

Cuidados com o livro



Como é triste, a falta de cuidado de alguns leitores ao  manusear livros. A preservação do acervo é um problema  comum a todas as biliotecas.  Pensando nisso, resolvemos postar aqui alguns cuidados que ajudam bastante a preservar nosso bom amigo e companheiro de todas as horas.   

Evite

  • Rasurar, ou grifar partes  pricipalmente se o livro não for seu, afinal ele servirá à outras pessoas;
  • Virar a página com auxílio de salíva, assim evita-se contaminação do livro e sua também;
  • Usar objetos que não os marcadores para marcar o determinada página (clipes, grampos, elásticos, etc.);
  • Inserir flores e outros objetos no interior do livro;
  • Alimentar-se ou fumar enquanto manuseia o livro;
  • Dobrar as pontas das páginas;
  • Apoiar os cotovelos sobre o livro;
  • Expor os livros ao excesso de luz, calor ou humidade;
Recomenda-se 
  • Usar uma folha a parte para as devidas anotações
  • Ter sempre as mãos limpas ao manuseá-lo e após o manuseio;
  • Retirar o livro da estante pelo meio da lombada, não pela extremidade;
  • Usar um marcador de livros apropriado
  • Segurá-lo com cuidado pela capa, sem dobrá-lo ao meio 
  • Guardá-lo sempre em lugar seco e limpo.
  • Procurar um lugar e posição bem confortável, isto irá dar mais disposição para a leitura.
  • Ler muito e sempre

História do Livro

Do Papiro ao papel manufaturado
O livro tem aproximadamente seis mil anos de história para ser contada. O homem utilizou os mais diferentes tipos de materiais para registrar a sua passagem pelo planeta e difundir seus conhecimentos e experiências.

Os sumérios guardavam suas informações em tijolo de barro. Os indianos faziam seus livros em folhas de palmeiras. Os maias e os astecas, antes do descobrimento das Américas, escreviam os livros em um material macio existente entre a casca das árvores e a madeira. Os romanos escreviam em tábuas de madeira cobertas com cera.

 

 Os egípcios desenvolveram a tecnologia do papiro, uma planta encontrada às margens do rio Nilo, suas fibras unidas em tiras serviam como superfície resistente para a escrita hieróglifa. Os rolos com os manuscritos chegavam a 20 metros de comprimento. O desenvolvimento do papiro deu-se em 2200 a.C e a palavra papiryrus, em latim, deu origem a palavra papel.

Nesse processo de evolução surgiu o pergaminho feito geralmente da pele de carneiro, que tornava os manuscritos enormes, e para cada livro era necessária a morte de vários animais.
 
A MANUFATURA
 
O papel como conhecemos surgiu na China no início do século 2, através de um oficial da corte chinesa, a partir do córtex de plantas, tecidos velhos e fragmentos de rede de pesca. A técnica baseava-se no cozimento de fibras do líber - casca interior de certas árvores e arbustos - estendidas por martelos de madeira até se formar uma fina camada de fibras. Posteriormente, as fibras eram misturadas com água em uma caixa de madeira até se transformar numa pasta. Mas a invenção levou muito tempo até chegar ao Ocidente.

O papel é considerado o principal suporte para divulgação das informações e conhecimento  
humano. Dados históricos mostram que o papel foi muito difundido entre os árabes, e que foram eles os responsáveis pela instalação da primeira fábrica de papel na cidade de Játiva, Espanha, em 1150 após a invasão da Península Ibérica.

No final da Idade Média, a importância do papel cresceu com a expansão do comércio europeu e tornou-se produto essencial para a administração pública e para a divulgação literária.

Johann Gutenberg inventou o processo de impressão com caracteres móveis - a tipografia. Nascido, em 1397, da cidade de Mogúncia, Alemanha, trabalhava na Casa da Moeda onde aprendeu a arte de trabalhos em metal. Em 1428, Gutenbergparte para Estrasburgo, onde fez as primeiras tentativas de impressão. 
 

  Segundo dados históricos, em 1442, foi impresso o primeiro exemplar em uma prensa. Em 1448 volta à sua cidade natal, e dá início a uma sociedade comercial com Johann Fust e fundam a 'Fábrica de Livros' - nome original Werk der Buchei. Entre as produções está a conhecida Bíblia de Gutenberg de 42 linhas.

A partir daí o mundo não seria mais o mesmo. A partir do século 19, aumenta a oferta de papel para impressão de livros e jornais, além das inovações tecnológicas no processo de fabricação. O papel passa a ser feito de uma pasta de madeira, em 1845. Aliado à produção industrial de pasta mecânica e química de madeira - celulose - o papel deixa de ser artigo de luxo e torna-se mais barato.

  As histórias, poesias, contos, cálculos matemáticos, idéias e ideais poderiam, a partir de agora, percorrer mares e terras e chegar ás mãos de povos que seus autores jamais imaginariam.

Mas desenvolver o hábito da leitura é um desafio a ser enfrentado. Fundada em 1946, a Câmara Brasileira do Livro é uma das iniciativas criadas com a missão de desenvolver a leitura no País e difundir a produção editorial brasileira. A CBL, uma entidade sem fins lucrativos que reúne editores, livreiros e distribuidores, realizou em 2000 uma pesquisa em todo o País para avaliar a indústria do livro nacional.

Segundo a pesquisa, há no País cerca de 26 milhões de leitores, e 12 milhões de compradores são das classes B e C. Sendo que 60% têm mais
 de 30 anos, e 53% são moradores da Região Sudeste. Da população alfabetizada com mais de 14 anos, 30% leu pelo menos um livro nos últimos três meses.

Ainda de acordo com os dados apurados, o grau de escolaridade mantém influência decisiva para a leitura. O grupo de pessoas que mais compra livros no País possue nível médio de escolaridade

 A LEITURA
Plínio Martins Filho, presidente da Editora da USP e professor no curso de Editoração da Escola de Comunicações e Artes (ECA), diz que o consumo de livros no Brasil só não é maior por uma questão de hábito. "Uma das causas da falta de hábito é que a leitura tem que disputar espaço com outras formas de entretenimento. As grandes editoras do Brasil surgiram junto com o rádio e a televisão que, de alguma forma, são meios de lazer baratos e de fácil acesso."
Segundo ele, a distribuição e a divulgação de livros no Brasil são precárias. Não há verba para se fazer divulgação de livros pela televisão, que é uma mídia cara. E os jornais tratam como assunto de final de semana. "Um exemplo disso é que na França a venda de jornais aumenta no dia em que são publicadas resenhas. No Brasil as resenhas são publicadas nos dias em que se vende mais jornais", afirma ele.

Texto de Cinderela Caldeira
Fonte:http://www.usp.br/espacoaberto/arquivo/2002/espaco24out/vaipara.php?materia=0varia