Você sabe que disse a Senhora pulga ao senhor pulgo?
Vamos a pé ou de cachorro.
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Um pesquisadora do IBGE bate à porta de um sitiozinho perdido no interior.
-Essa terra dá mandioca?
-Não senhora - responde o capiau
-Da batata?
-Também não senhora
-Dá feijão
-Nunca deu.
-Arroz?
-De jeito nenhum!
-Milho?
-Nem brincando
-Quer disser, que por aqui, não adianta planta nada?
- Ah... se plantar é diferente..
.
________________________________________________________________
2 de julho de 2012
Acervo
Alguns dos Livros adquiridos pela SME entre outros
do FNDE
do FNDE
O
nosso acervo está crescendo consideravelmente a cada ano que passa. Recebemos
anualmente do FNDE através do Programa
Nacional Biblioteca da Escola PENBE algo em torno de
setenta e cinco livros, sendo que este número, em geral, pode variar de acordo
com o censo escolar. Também a Secretaria Municipal de Ensino de Formiga tem feito vários
investimentos na compra de livros para todas as bibliotecas da rede Municipal
de Ensino. Isto garante uma grande diversidade de títulos e autores e maior
qualidade do nossa acervo para os nosso leitores que estão cada dia mais
felizes e mais satisfeitos com o que temos a oferecer.
Abaixo
segue a lista de alguns títulos recebidos este ano do Programa Nacional
Biblioteca da Escola em nossa
biblioteca:
Rilke,
Rainer Maria - O carrossel
Dias,
Vera Lúcia - Junta separa e guarda
Gullar,
Ferreira - Zoologia Bizarra
Serres,
Alain - Minha Casa Azul
Behrendt,
Mila - Giros Contos de encantar
Silverstein,
Shel - A arvore generosa
Tavares,
Bráulio - O flautista
misterioso e os ratos de Hamelin
Conway,
David - Lilá e o segredo da
chuva
Assunção,
Paulinho - O nome do filme é Amazônia
Martins,
Mauro - Toca de gente, casa de
bicho
Rocha,
Ruth - Quem tem medo do ridículo
Basílio,
João - Gabi, perdi a hora!
Torero,
José Roberto - Chapeuzinhos coloridos
Biazetto,
Cristina - Aurora
Sisto,
Celso - A compoteira
Cortázar,
Julio - O discurso do urso
Lima,
Heloisa Pires - Lendas da África moderna
Prescott,
Simon - As aventuras de um
pequeno ratinho na cidade
Grande
Ferrándiz,
Elena - O casaco pupa
Hetzel,
Graziela Bozano - O lobo
Uzam,
Dario - João cabeça de feijão
Souza,
Mauricio de - Turma da Mônica Romeu
e Julieta
Orthof,
Sylvia - Os bichos que tive (memórias
zoológicas)
Kuasne,
Selma Maria - Isso isso
Ziraldo - A turma do Pererê
Carrol,
Lewis - Alice no país das maravilhas
Machado,
Ana Maria - Palavras, palavrinhas e
palavrões
Lestrade,
Agnes de - A grande fábrica de
palavras
Siméon,
Jean-Pierre - Isto é um poema que
cura os peixes
Junqueira,
Sonia - Poesia na varanda
Cañizo,
José Antonio de - O pintor de
lembranças
Manjate,
Rogério - O coelho que fugiu da
história
Xavier,
Marcelo - Mitos: o folclore do
Mestre André
Reibstein,
Mark - Wabi Sabi
Sitchin,
Henrique - Os vizinhos
Murray,
Roseana - O traço e a traça
López,
Susana - A melhor família do mundo
Brenman,
Ilan - O alvo
Freitas,
Tino - Controle remoto
Bley,
Anette - E o que vem depois de mil?
Silvestrin,
Ricardo - É tudo invenção
Galeano,
Eduardo - História da ressurreição do papagaio
Machado,
Maria Clara - O cavalinho azul
Andersen, Hans Christian - A pequena sereia
Lispector,
Clarice - A vida íntima de Laura e
outros contos
Gomes,
Lenice - Histórias de quem conta histórias
Eudave,
Cecília - Papai urso
Bandeira,
Pedro - O fantástico mistério
de feiurinha
Gomes,
Lenice - A casa das dez furunfunfelhas
Vincent,
Gabrielle - A pequena marionete
Cruz,
Nelson - Alice no telhado
Brenman,
Ilan, - Até as princesas soltam pum
Colassanti,
Marina - Classificados e nem tanto
Cowell,
Cressilda - Como treinar o seu
dragão : por Soluço
Spantosicus Strondus III
Azevedo,
Ricardo - Dezenove poemas
desengoçados
Ravishankar,
Anushka - Elefantes nunca esquecem!
Val,
Vera do - Histórias de bichos
brasileiros : folclore brasileiro
Skármeta,
Antonio - Insônia
Leite,
Márcia - Mão que conta história
Maria,
Flavia - Mauricio, o leão de menino
Prescott,
Simon - Numa noite muito, muito
escura
Dong-jae,
Yun - O guarda-chuva verde
Guedes,
Luiz Roberto - O livro das mákinas
malukas
Göbel,
Anna - O maluco do céu
López,
Mercê - O menino que comia lagartos
Machado,
Ana Maria - O menino que espiava pra
dentro
Cunha,
Leo - O reino adormecido
Cisalpino,
Murilo - O tamanho da gente
Neruda,
Pablo - Ode a uma estrela
Queirós,
Bartolomeu Campos de - Pedro : o menino que tinha o coração cheio
de
domingo
domingo
Ferreira,
Ascenso - Trem de Alagoas
A Secretaria Municipal de Educação de Formiga também adquiriu vários títulos, optando, entretanto, pela aquisição de exemplares repetidos, o que foi uma sugestão de alguns professores e bibliotecários, possibilitando assim atividades que muitas das vezes exigem esta duplicidade de uma mesma obra no acervo.
Segue também abaixo a relação das obras adquiridas pela SME:
Ruth Rocha - O Reizinho Mandão
Ruth Rocha -O Menino que morreu afogado no lixo
Marcelo Duarte - O ladrão de sorrisos
Rosa Amanda Strausz - O livro do pode-não-pode
Marina Monteiro- A bruxa que roubou o sol
Elias José - Uma escola assim, eu quero pra mim
Georgina Martins - Minha família é colorida
Júlio Emilio Braz - Os zebras e os poucas-sombras
Ruth Rocha - Bom dia, todas as cores!
Cláudia Pessoa - Dona Saudade
Lecticia Dansa - O segredo da lagartixa
Lúcia Reis - A zebrinha preocupada
Véronique Van Den A. - Vovó tem alzha... oquê?
Sylvia Orthof - O sapato que miava
Alaíde Lisboa de O. - A bonequinha preta
Tatiana Belinky - Dez sacizinhos
Márcio Vassallo - O príncipe sem sonhos
Heloisa Prieto - A princesa que não queria aprender a ler
Gabriel Chalita - O segredo das quatros letras
Máqui - Magia das Árvores
Maria Auxiliadora M. - A floresta poluída
Rubem Alves - Os três reis
Bia Bedran - A menina do anel
Marcelo Xavier - Asa de papel
Alessandra Ponte R. - A fada emburrada
Irene de Püig - Brincar de pensar com histórias
Stella Carr - O caso da estranha fotografia
Ana Maria Machado - A velhinha maluquete
David Roberts - Sujo, eu ?
Ana Maria Machado - Beto, o carneiro
Irene de Püig - Brincar de pensar com histórias
Stella Carr - O caso da estranha fotografia
27 de junho de 2012
Projeto: Do aluno leitor ao artista que eu sou.
A abertura do projeto: Do aluno leitor ao artista que sou teve início no final do mês de Maio. O projeto caracteriza-se pelo aspecto lúdico, com trabalhos criativos dos alunos sobre suas leituras. O projeto pretende abranger as diversas linguagens artísticas, música, teatro, fantoche, cinema (vídeo), desenho.
Procuramos sempre trabalhar a literatura de uma forma lúdica, por acreditar ser esta a melhor forma de torná-la cada vez mais atrativa aos nossos alunos.
O projeto irá abranger todas as turmas, sendo desenvolvido de forma mais independente pelos alunos do 6º ao 9º ano, contando é claro com colaboração e orientação das professoras de língua portuguesa e bibliotecária. Já o trabalho com os alunos do 1º ao 4º ano será feito de forma mais direcionada e sob a orientação da bibliotecária.
Equipe da Biblioteca
É com imenso prazer que colocamos a disposição de nossos leitores tudo aquilo que temos de melhor em nosso acervo, para sua informação, entretenimento, conhecimento,crescimento, estudo, enfim para bem servi-lo e atender suas necessidades de informação.
Nosso objetivo é melhorar cada vez mais os nossos serviços priorizando é claro o nossos leitores, alunos, funcionários, professores, comunidade, enfim, todos aqueles que freqüentam nossa biblioteca e utilizam o nosso acervo.
26 de junho de 2012
A Serpente e o Vaga-lume
"As histórias são jardins secretos onde podemos brincar e sonhar transformando estrelas em brilhantes, pedras em brinquedos, bruxas em fadas. Reúnem a razão e a emoção, o lúdico e a fantasia, e nos fornecem pistas importantes para o encontro com o SER ESSENCIAL, o nosso grande potencial criativo." ( Nye Ribeiro)
Deste a antiguidade que os contos são usados como fonte de reflexão e ensinamentos. Em contato com sua riqueza simbólica identificamos nossos sentimentos, emoções, inquietações, dúvidas, relacionando-os com nossas experiências de vida.
Deste a antiguidade que os contos são usados como fonte de reflexão e ensinamentos. Em contato com sua riqueza simbólica identificamos nossos sentimentos, emoções, inquietações, dúvidas, relacionando-os com nossas experiências de vida.
Como este é um blog também dedicado
a leitura estarei sempre publicando aqui alguns contos para aqueles que gostam
de uma boa leitura.
A Serpente e o vaga-lume
Numa antiga floresta indiana, um vaga-lume voava feliz e livre entre baixos arbustos. O pequeno inseto estava tão distraído com a paisagem que não percebeu que estava sendo seguido por uma serpente venenosa. De repente, o vaga-lume se deu conta do perigo, tentou fugir, mas a serpente o encurralou. O inseto reluzente então parou de se movimentar, deu meia-volta, encarou a serpente e perguntou:
-Você vai me comer?
A serpente se aproximou um pouco mais e respondeu:
-Vou!
-Mas isso não faz sentido! Serpente comer vaga-lume? Tem certeza de que vai me comer? - perguntou novamente o vaga-lume.
A serpente deslizou lentamente em direção ao inseto e respondeu:
-Tenho certe absoluta!
-Então, antes de morrer, posso lhe fazer três perguntas? - solicitou o vaga-lume.
-Pode. Vai morrer mesmo... - respondeu a serpente agitando o chocalho na extremidade da cauda.
- Primeira pergunta: Eu faço parte da sua cadeia alimentar?
A serpente levantou até a altura do vaga-lume e respondeu:
-Não!
-Segunda pergunta: Eu lhe fiz algum mal?
A serpente se inclinou até quase tocar as antenas do inseto e respondeu:
-Não!
-Terceira e última pergunta: Então por que você quer me comer?
E a serpente, já sentindo o corpo do vaga-lume na língua respondeu:
_Porque não suporto o seu brilho!
Fonte: Brenman, Ilan. As 14 perolas da Índia. São Paulo: Brinque-book, 2008.
19 de junho de 2012
Porque meu filho não gosta de ler?
Uma palavra aos pais, professores, pedagogos e
bibliotecários sobre a difícil tarefa de incentivo a leitura.
Não
sou acadêmica no assunto, mais minha curiosidade, experiência e algumas
das minhas muitas leituras me fizeram entrever alguns aspectos negativos que
podem levar, com certeza, ao fracasso desta difícil tarefa que é a formação de
leitores. E é este conhecimento que gostaria de compartilhar aqui com vocês.
Primeiramente
me lembro de certa vez ter lido, que erramos ao disser que é necessário
incentivarmos o "habito de leitura" em nossos alunos. Por que o erro?
Pensemos nos nossos hábitos, muitas das vezes eles podem ser mudados, deixamos
antigos hábitos e adotamos novos a todo momento. Assim a leitura tal como um
hábito também poderá ser deixada de lado e trocada por qualquer outro hábito a
qualquer hora.
Devemos
sim, incentivar o amor pelos livros e pela leitura. Porque aquilo que amamos
não abandonamos facilmente. É desta maneira que poderemos formar verdadeiros
leitores, aqueles que iram fazer da leitura mais do que um simples hábito, mais
uma verdadeira paixão, uma fonte de
constante inspiração, crescimento pessoal, conhecimentos multidisciplinares,
enfim uma eterna companheira.
Com
certeza algum de vocês já leram em algum lugar sobre a citação que faço a
seguir:
"10 Direitos
Imprescritíveis do Leitor"
1-O direito de não ler.
2-O direito de saltar páginas.
3-O direito de não acabar um livro.
4-O direito de reler.
5-O direito de ler não importa o quê.
6- O direito ao “bovarysmo” (doença textualmente transmissível).*
7-O direito de ler não importa onde.
8-O direito de saltar de livro em livro.
9-O direito de ler em voz alta.
10-O direito de não falar do que se leu.
2-O direito de saltar páginas.
3-O direito de não acabar um livro.
4-O direito de reler.
5-O direito de ler não importa o quê.
6- O direito ao “bovarysmo” (doença textualmente transmissível).*
7-O direito de ler não importa onde.
8-O direito de saltar de livro em livro.
9-O direito de ler em voz alta.
10-O direito de não falar do que se leu.
Esta citação é retirado do livro "Como um Romance" do autor Francês
Daniel Penac, livro este que considero de leitura imprescindível aos pais,
professores, pedagogos, bibliotecários enfim a todos aqueles que estão
engajados nesta difícil tarefa de formação de leitores.
Logo no início de seu livro Daniel Penac faz uma
colocação que considero chave nesta questão dos verdadeiros entraves na
formação de leitores: "O
verbo ler não aceita imperativo".
Transformar a leitura em obrigação é o mesmo que
criar mais um entre tantos outros obstáculos, a um possível candidato a futuro e
apaixonado leitor. E esta é a realidade com a qual os nossos educandos convivem,
praticamente do início ao fim de todo seu período de formação escolar. Afinal
qual de nós nunca teve que ler um livro, cuja leitura foi uma exigência de
algum professor, para responder aquele famoso questionário
comumente chamado ficha de leitura.
E ai me perguntam os professores? Como então avaliar
o leitor e seu desenvolvimento no aprendizado da leitura? Mais
então respondo: Será que um simples questionário seria assim um instrumento tão
eficaz nesta avaliação? Hoje em dia todos temos conhecimento de que a
internet é uma fonte inesgotável de tudo que se queira encontrar. Se buscarmos por
exemplo na internet os dados de qualquer livro é possível quase sempre
encontrarmos diversas referências, resumos, releases, enfim, diversas
informações acerca daquela obra que poderão nos dar pistas suficientes sobre o
enredo, sem necessariamente ler a obra em questão. Esta é
claro, seria apenas uma das formas de burlar está tão celebre avaliação.
Aos professores de plantão, eis uma dica preciosa,
seja primeiramente você um leitor. O professor que não gosta de ler não
queira ele despertar no aluno o amor pela leitura e pelos livros. Afinal ninguém
pode convencer o outro de apostar em algo que ele próprio não experimentou, não
soará nada convincente.
Além do mais o professor pode dispor de vários outros
recursos que com certeza lhe permitirão conhecer o desenvolvimento de seus
alunos no aprendizado da leitura. Uma boa opção que acho bastante interessante
são as rodas de leitura, onde os alunos podem comentar livremente sobre suas
leituras de sua escolha, sem ser necessariamente aquela leitura obrigatória, além de
permitir uma rica troca de sugestões de leituras entre eles.
O professor neste caso tem um papel fundamental, uma
vez que ele próprio deve comentar também sobre suas leituras, além de sugerir aos alunos algumas leituras que possam
vir a interessar para eles.
Penac em seu livro já citado ilustra de forma contundente o papel do professor como grande provocador da verdadeira paixão do
aluno pelo livro. É isto mesmo, diria que depois dos pais, é o professor,
o grande responsável pela tarefa de formar leitores. Podemos definir assim os
três grandes pilares necessários ao sucesso desta complexa tarefa de
formação de leitores: os pais, a escola e o professor.
Primeiramente os pais, pois são eles a primeira
imagem e exemplo de leitor que a criança terá. Por isso pais, leiam para seus
filhos, leiam com seus filhos e ouçam a leitura de seus filhos, se querem fazer
deles grandes leitores.
É importante observar, conforme nos lembra Penac, que
um dos períodos de grande transformação para criança é a fase em que ela entra
para escola. Fase esta que deve ser cercada de muitos cuidados, pois é neste
momento que a criança se encontra pela primeira vez longe de tudo aquilo que
lhe é familiar, longe da presença da mãe, longe de seus brinquedos, longe de
tudo aquilo que lhe faz sentir-se aconchegada. Ali na escola frente a um
estranho que é o professor ela passa a uma realidade completamente diferente,
onde muitas atitudes podem ser decisivas para suscitar nela paixão ou aversão a
uma série de coisas.
Portanto é fundamental que nesta fase os pais
acompanhem e fiquem bem atentos as suas reações, e que jamais em momento
algum deixem de fazer aquilo que já faziam por ela, ou seja, deixar que a
criança aos poucos se torne independente por ela mesma, sem mudanças bruscas.
Portanto pais, não deixem de ler para seus filhos, só porque eles já conseguem
ler sozinhos. A leitura aquela ao pé da cama ou em outro momento qualquer feita
pelos pais aos filhos, mais do que um momento de laser, representa um forte
vínculo afetivo, e este deve se manter até que a criança se sinta segura o
bastante para fazer por ela mesma as suas leituras e suas próprias descobertas.
Lembro-me de um episódio, no qual minha sobrinha nos
primeiros anos de sua fase escolar, fez um comentário um tanto triste, que
talvez reflita o pensamento de muitas outras crianças naquela idade:"Só
porque agora já sei ler ninguém mais quer ler para mim!" Triste erro que
cometemos ao julgar que pelo simples fato de uma criança já saber ler, ela não
mais precise de ninguém que leia para ela. Precisa sim, não
só de quem leia para ela, como também de quem tenha paciência para acompanhar
as suas leituras e ajudá-la em suas dificuldades, apreciando também seus acertos.
A escola é aquela que através do seu corpo
administrativo e direção, propicia aos seus alunos um terreno altamente fértil
para produção de futuros e apaixonados leitores. O papel da direção de
uma escola é fundamental na valorização do espaço da biblioteca como fonte inesgotável
de recursos tão necessários a formação de leitores, como também da
valorização dos profissionais que nela atuam não como meros expectadores mais
como verdadeiros promotores da leitura, dos livros e da apaixonante aventura
que é ser um "Leitor".
Autora: Rosaine M. Mendonça
11 de junho de 2012
MANIFESTO UNESCO/IFLA - PARA BIBLIOTECA ESCOLAR
Edição em língua portuguesa – Brasil,
São Paulo (Traduzido por Neusa Dias Macedo*)
A
biblioteca escolar propicia informação e idéias que são fundamentais para que
seus usuários sejam bem sucedidos na atual sociedade-baseada na informação e no
conhecimento. Habilita os estudantes para a aprendizagem ao longo da vida e
desenvolve a imaginação, tornando-os cidadãos responsáveis.
A MISSÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR
A
biblioteca escolar oferece livros, recursos e serviços como apoio à
aprendizagem. Possibilita a todos os membros da comunidade escolar tornarem-se
pensadores críticos e efetivos usuários dos vários tipos de suportes
documentários e meios de comunicação. As bibliotecas escolares ligam-se às mais
extensas redes de bibliotecas e de informação, em observância aos princípios do
Manifesto UNESCO 1994 para Biblioteca
Pública.
O quadro de
pessoal da biblioteca constitui-se em suporte ao uso de livros e outras fontes
de informação, desde obras de ficção a outros tipos de documentos, querem no
formato impressos como eletrônicos tanto para a consulta presencial como para a
remota. Este acervo se complementa e se enriquece com manuais, obras didáticas
e metodológicas.
Já está
comprovado que bibliotecários e professores, trabalhando em conjunto,
influenciam o desempenho dos estudantes para o alcance de maior nível na
literácia na leitura e na escrita, na resolução de problemas, no uso da informação
e das tecnologias de comunicação/informação.
Os serviços
das bibliotecas escolares devem ser oferecidos de modo igual a todos os membros
da comunidade escolar, a despeito de idade, raça, sexo, religião,
nacionalidade, língua e status profissional e social. Serviços específicos
devem ser disponibilizados também a pessoas especiais, não aptas ao uso dos
materiais comuns da biblioteca.
O acesso às
coleções e aos serviços deve orientar-se nos preceitos da Declaração Universal
de Direitos e Liberdade das Nações Unidas, e não deve estar sujeito a qualquer
forma de censura ideológica, política e religiosa, ou a pressões
comerciais.
FUNCIONAMENTO, LEGISLAÇÃO E REDES
A biblioteca escolar é essencial a qualquer tipo de estratégia de longo prazo
no que respeita a competências à leitura e escrita, à educação e informação e
ao desenvolvimento econômico, social e
cultural. Se a responsabilidade sobre a biblioteca escolar cabe às autoridades
locais, regionais e nacionais, deve esta agência ser apoiada por política e
legislação específicas. Deve também contar com fundos apropriados e
substanciais para a manutenção de seu acervo, tecnologias, equipamentos e
treinamento de pessoal, livres de qualquer ônus.
A
biblioteca escolar é parceira imprescindível para atuação em redes de
biblioteca e informação tanto em nível local, regional como nacional.
Objetivos próprios da biblioteca escolar devem ser devidamente reconhecidos e
mantidos sempre que ela estiver compartilhando equipamentos e recursos com
outros tipos de biblioteca, em particular com a biblioteca pública.
OBJETIVOS DA
BIBLIOTECA ESCOLAR
A biblioteca escolar é parte integral do processo educativo. Para o
desenvolvimento da literacia e/ou competência na leitura e escrita e no uso da
informação, no ensino e aprendizagem, na cultura e nos serviços básicos da
biblioteca escolar, é essencial o cumprimento dos seguintes objetivos:
·
apoiar
e intensificar a consecução dos objetivos educativos como esboçados nas
finalidades do currículo escolar;
·
desenvolver
e sustentar nas crianças o hábito e o prazer da leitura e da aprendizagem, bem
como o uso dos recursos da biblioteca ao longo da vida;
·
tornar
oportunas as vivências para a produção e
uso da informação/conhecimento; para compreensão, imaginação e entretenimento;
·
cooperar
com as ações da escola a todos os estudantes nos momentos de aprendizagem e de
habilitação para avaliar e usar a informação, a despeito das variadas formas,
suportes e meios de comunicação,
incluindo a sensibilidade para bem utilizar formas de comunicação com a
comunidade onde estão inseridos;
·
prover
acesso em nível local, regional, nacional e global aos recursos existentes e
oferecer oportunidades aos aprendizes para a apropriação de idéias,
experiências e opiniões a que estão expostos;
·
organizar
atividades que encorajem a tomada de consciência cultural e social, bem como de
sensibilidade;
·
trabalhar
em conjunto com estudantes, professores, administradores e pais, para o alcance
final da missão e objetivos da escola; proclamando o conceito da liberdade
intelectual e do acesso à informação como pontos fundamentais à formação de
cidadania consciente e exercício da
democracia;
·
promover
leitura, recursos e serviços da biblioteca escolar junto à comunidade escolar e
ao seu derredor.
À
biblioteca escolar cumpre exercer todas essas funções, desenvolvendo políticas
e serviços; selecionando e adquirindo recursos; provendo acesso físico e
intelectual a adequadas fontes de informação; fornecendo ainda
ferramentas/equipamentos educativos, e envolvimento no treinamento de pessoal.
O bibliotecário escolar - membro profissionalmente qualificado – é o
responsável pelo planejamento e gestão da biblioteca escolar, tanto quanto
possível, deve contar com o apoio de equipe adequada, trabalhando em conjunto
com todos os membros da comunidade escolar,
bibliotecas públicas e outras agências afins.
O papel do bibliotecário escolar irá variar de acordo com orçamentos,
currículos e metodologias de ensino das escolas, dentro do quadro legal e
financeiro do país. Dentro de contextos
específicos, há áreas gerais de conhecimento que são vitais se os
bibliotecários escolares quiserem desenvolver e operacionalizar serviços
efetivos, a saber: gestão de biblioteca, de aquisição de recursos e de serviços
de referência e informação, e gestão de ensino.
Em vista das crescentes mudanças nos ambientes de rede, os bibliotecários
escolares devem tornar-se competentes em questões de planejamento e instrução
às diferentes habilidades para o manuseio de novas ferramentas de informação,
tanto a professores como a estudantes. Desta forma, devem obter contínua
formação profissional.
Para
assegurar serviços efetivos e credenciados, ter-se em conta:
·
formular política própria
para os serviços de biblioteca, definindo objetivos, prioridades e atividades, em consonância com
as necessidades curriculares das escolas;
·
obedecer
a padrões profissionais na organização e manutenção da biblioteca escolar;
·
prover acesso a serviços e à informação a todos os
membros da comunidade escolar, e
funcionar dentro do contexto da comunidade local;
·
encorajar
a cooperação entre professores, gestores experientes na área escolar,
administradores; pais; outros bibliotecários e profissionais da informação, e grupos interessados da
comunidade.
APLICAÇÃO
DO MANIFESTO
Por intermédio de ministérios da educação e cultura, são conclamados os
governantes de cada país para que desenvolvam estratégias, políticas e planos
de implementação aos princípios deste Manifesto.
Esses planos devem prever intensa divulgação do Manifesto tanto em programas de
formação básica como de educação contínua a bibliotecários e professores.
Incentivo deve ser dado aos responsáveis pelas tomadas de decisão, em nível
local e nacional, e à comunidade de bibliotecários em todo o mundo, a fim de
que sejam aplicados os princípios deste Manifesto.
* O
Manifesto foi preparado pela IFLA e aprovado pela UNESCO na sua Conferência
geral, de novembro de 1999.
* Fonte: http://www.ced.ufsc.br/bibliote/acb/manifesto_p_be.html
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