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11 de junho de 2014

INÍCIO DAS ATIVIDADES DE NOSSO PROJETO





Como sempre demorei um pouquinho na publicação desta postagem sobre as atividades de nosso projeto que já aconteceram há umas cinco semanas atrás. Mas vamos a elas.
Como já havia comentado a autora que escolhi para dar inicio ao nosso projeto foi Sylvia Orthof, e a história escolhida foi "Se as coisas fossem mães" um pretexto para falar um pouco sobre o dia das mães que já havia sido comemorado e ainda para unir ambas as coisas: a  história e está figura tão querida que são as nossas mães e também para inspirar um pouco os nossos alunos na criação de algumas frases, textos e ilustrações.
Sobre a história que foi lida, para quem não conhece é um texto em forma de poema onde a autora usa objetos e algumas personagens para estabelecer algumas comparações com a figura materna, relacionando-os com  sentimentos, gestos e atitudes tão típicas das mães. Texto este ao mesmo tempo comovente,  de muita criatividade, e  grande sensibilidade. Enfim uma verdadeira obra de arte para os pequenos. 
Sobre as atividades desenvolvidas posteriormente com os alunos elas foram elaboradas de acordo com o nível de cada classe.

Atividades para o Quinto Ano
Produzir um texto semelhante  utilizando outros objetos e personagens diferentes dos utilizados pela autora. Fazer uma pequena ilustração se desejar. Sugeri que o texto deveria citar pelo menos dois objetos e dois personagens a serem relacionados com a figura materna.
Atividade para os terceiros e quarto anos
Criar uma frase semelhante as da autora  utilizando outros objetos e personagens diferentes dos citados na história e fazer um desenho ilustrando esta frase.
Atividade para os alunos do Segundo Ano.
Foram sorteados entre eles os desenhos dos objetos e personagens usados pela autora para serem coloridos.
Pedi ainda que eles criassem uma frase em homenagem a mãe utilizando a personagem ou objeto que eles sortearam.
Atividade para o primeiro ano.
Foram sorteados entre eles os desenhos dos objetos e personagens usados pela autora para serem coloridos.
Abaixo segue alguns dos trabalhos dos alunos:






























9 de maio de 2014

Retomando Nosso Projeto: Do aluno leitor ao artista que eu sou.



 Retomando nosso projeto escolhi a autora Sylvia Orthof para estar iniciando nossos encontros na biblioteca com os alunos. O nosso projeto deverá seguir como no ano anterior, porém, como estaremos também dando suporte  ao projeto "Literatura em rede" estaremos restringindo um pouco o ritmo e andamento das atividades do projeto já desenvolvido aqui na biblioteca.
Na verdade a escolha de Sylvia Orthof sobreveio mais pela escolha da história que vislumbrei para dar inicio ao nosso projeto. Mas diria que foi uma escolha perfeita uma vez que ela é uma  autora de grande importância na literatura infantil com uma enorme quantidade de livros publicados direcionados a este público. Assim daremos inicio ao nosso projeto falando desta autora e apresentado aos alunos várias de suas obras que temos em nossa biblioteca. Portando apenas para adiantar,  o nosso projeto terá inicio na próxima semana, conforme cronograma já apresentado aos professores. Abaixo segue também alguns dados interessantes desta autora para quem quiser conhecer um pouco mais sobre ela.

Biografia de Sylvia Orthof
Carioca, Sylvia Orthof nasceu em 1932, filha única de um casal de imigrantes pobres. Seus pais eram judeus austríacos e fugiram para o Brasil entre as duas guerras mundiais. Para cá vieram também seus avós e tios. Era uma família que respirava arte. O pai era pintor; o tio materno, compositor; a avó paterna era casada com um letrista de operetas vienenses; e a avó materna era pintora e ceramista.
Sua infância difícil era ainda tumultuada pelo desencontro de idiomas. Aprendeu, primeiramente, a falar o alemão e até iniciar na escola falava português com sotaque. Embora fosse raro naquela época os pais se separaram quando ela tinha sete anos. O pai Gerhard casou-se novamente e Sylvia foi morar com sua avó Trude (Gertrud).

Sylvia estudou mímica, teatro, pintura, desenho e arte dramática. Tinha apenas 15 anos quando começou a atuar na Escola de Arte Dramática do Teatro do Estudante. Aos 18, foi estudar teatro, desenho e mímica em Paris. Retornou ao Brasil dois anos depois e foi trabalhar em São Paulo como atriz no Teatro Brasileiro de Comédias (TBC) e na TV Record.
Em 1957, casou-se com Sávio Pereira Lima e se mudou para uma aldeia de pescadores chamada Nova Viçosa (na época, Marobá), no sul da Bahia. Com as crianças do lugar, desenvolveu um teatro de bonecos feitos de sabugo de milho e de palha. Assim começou sua ligação com o teatro infantil. Ela teve três filhos:Cláudia Orthof,  Geraldo (o Gê Orthof, hoje ilustrador e Pedro Orthof.
Na TV Brasília, trabalhou em um programa infantil de fantoches, o Teatro Candanguinho. Foi contadora de histórias na rádio MEC. 

Aos 40 anos, Sylvia ficou viúva. Passado algum tempo, casou-se com o velho amigo Tato, que também havia perdido sua esposa em um acidente. A mudança do casal para o Rio de Janeiro em 1974 marcou a retomada de sua vida profissional, dessa vez em outro campo: a literatura.
Nessa nova fase, escreveu e dirigiu  a peça infantil “A Viagem do Barquinho”. E  desenvolveu diversos trabalhos de teatro infantil, ganhando o primeiro lugar no Concurso Nacional de Dramaturgia Infantil Guaíra, do Paraná. Também o seu conto “O Pé Chato e a Mão Furada” foi premiado no 1º Concurso Nacional de Contos Infantis do Banco Auxiliar de São Paulo.  
Um convite de Ruth Rocha para escrever histórias infantis para a revista Recreio abriu definitivamente as portas da literatura infantil para Sylvia Orthof. Já em 1981, publicou a primeira das mais de 120 histórias infantis e infantojuvenis que escreveu. Versátil, a autora explorou diversos gêneros literários: prosa, poesia e teatro. Embora iniciada tardiamente, aos 40 anos, a carreira de Sylvia Orthof consagrou-a como uma das maiores escritoras infantis do país.

A autora viveu seus últimos anos de vida em Petrópolis. Descobriu em 1996 que estava com câncer e faleceu um ano e meio depois, no dia 24 de julho de 1997. Mesmo sofrendo com a doença, continuou escrevendo histórias.
Sua vida e sua obra continuam inspirando até hoje inúmeros escritores infantis. Isso sem contar a grandiosidade da herança que deixou a todos os seus leitores.



Projeto "Literatura em rede" - Primeira Etapa em nossa escola



Este ano de modo diferente do que aconteceu no ano passado, além do nosso projeto estaremos apoiando e dando suporte também ao Projeto "Literatura em Rede" que é um projeto de iniciativa da  Secretaria Municipal de Educação de Formiga, e que já foi desenvolvido também no ano anterior. Porém este ano ele foi totalmente reformulado e estará sendo desenvolvido novamente em toda Rede de Ensino Municipal de nossa cidade.
Por esta razão e também em virtude da Férias escolares que este ano serão concedidas por ocasião dos Jogos da Copa do Mundo, teremos que restringir um pouco as atividades de nosso projeto que em breve estaremos retomando.
Quanto ao Projeto "Literatura em Rede" a primeira etapa já está sendo cumprida em todas as escolas com escolha de um Mascote. Em cada escola foram feitos um concurso interno e o resultado da escolha de cada escola será encaminhado para Secretaria Municipal de Educação de nosso município onde será feita a escolha final.
Após o resultado final será  premiado o aluno responsável pela criação do Mascote vencedor.
O da nossa escola ficou muito legal, resta saber se será o escolhido, torçamos para que sim.  Creio que ainda não podemos fazer a divulgação da imagem mas em breve postarei aqui a foto do mascote criado pelo nosso aluno Walisson Antonio da Silva do nono ano.
As fotos até então colocadas são de alguns dos Mascotes que foram apontados entre os melhores.


30 de abril de 2014

Comemorando 18 de Abril Dia Nacional do livro infantil


                              Nossoa atores: Lohan como Pedrinho, Raissa como Emília e Vanessa como Narizinho.
                                       Lindos! Parabéns Garotos!

Está é uma data que não podemos mesmo deixar de relembrar. Por isso a cada ano preparamos com muito carinho um teatro, seja de fantoche ou de dramatização pelos nossos alunos ou ambas as modalidades. Gosto também de colocar, sempre que possível, uma música que fale da importância leitura, de livros, de leitores etc. A música é sempre uma forma bem legal de transmitir uma mensagem. Não temos muitas músicas sobre este tema infelizmente, e uma que me lembro de ter aqui em um CD de datas comemorativas lamentavelmente acabei perdendo. Foi então que acabei encontrando na net uma de autoria de Helena Cabral "Ler é preciso" cuja letra vocês podem também conferir logo abaixo, e pela segunda vez reapresentamos esta mesma música, embora que de forma diferente.
Este ano, especialmente, tive a colaboração de nosso ex-aluno e voluntário do "Projeto Mais Educação" de nossa escola, Junio da Costa Leal, o qual já participou de vários teatros que já realizei e que orgulhosamente posso disser foi meu aprendiz.
Escolhi para apresentação um teatro bem simples e curto que também deixarei abaixo para quem interessar.
A música da qual falei foi apresentada através de uma simples e bem ensaiada coreografia. Passei algumas ideias ao nosso querido Juninho que talentosamente soube preparar com esmero tanto a coreografia quanto a dramatização.
Além das apresentações mais uma vez premiamos também os alunos que durante o ano de 2013 foram mais frequentes e pegaram mais livros em nossa BIBLIOTECA, nossos "PEQUENOS GRANDES LEITORES"
O Critério para premiação dos alunos foi o quantitativo.
Gostaria de parabenizar mais uma vez aos alunos premiados este ano, e são eles:


“Pequenos Grandes Leitores 2013-2014”
1º ano 2013/2º ano 2014
- Igor Alves Tavares 
- Julia aparecida
2º ano 2013/3º ano 2014
- Isadora de Oliveira Arantes
- Lucas Eduardo Alves da Silva
3º ano 2013/4º ano 2014
- Iasmim Lara da Silva Martins
- Wener Ferreira Costa
4º ano 201/5º ano 2014
- Lauana Arantes Rodrigues
- Stefani Aparecida Moreira

Segue abaixo o texto de teatro e a música apresentados:  

O TESOURO DA EMÍLIA  (Prof. Rogério Trindade)

 

  (Pedrinho e Narizinho estão na sala brincando de jogar pedrinha, quando entra Emília, toda afobada.)

PEDRINHO: Quê isso, menina? Por que toda essa afobação?
NARIZINHO: É mesmo? Tá com cara de quem viu fantasma!
EMÍLIA (com a mão no coração): Se existe fantasma, eu não sei! Mas acabei de encontrar um tesouro!
PEDRINHO E NARIZINHO (juntos): Um tesouro?!
EMÍLIA (fazendo sinal de silêncio): Psiu!!! Falem baixo! Então querem que todos saibam do meu tesouro?
PEDRINHO: Que tesouro é esse, boneca?
NARIZINHO: Com certeza, está aprontando mais uma das suas, não é Emília?
EMÍLIA: Estão duvidando de mim? Então esperem um pouco.
(Emília sai e volta com um baú nas mãos, desconfiada, com medo de que alguém veja.)
PEDRINHO: É só um baú!!! O que tem de mais?
EMÍLIA: Está muito bem trancado! Logo só pode ser um tesouro com algo muito valioso.
NARIZINHO (curiosa e gesticulando): Então vamos abrir logo!
(Emília faz que sim com a cabeça e Pedrinho pega uma chave de fenda para abrir o baú.)
EMÍLIA: Olha, lá! Com cuidado para não estragar nem uma moedinha!
(Pedrinho faz força e o baú se abre. Eles olham dentro,menos a Emília. Pedrinho e Narizinho quase caem de susto.)
PEDRINHO E NARIZINHO (juntos): Um l...?!
(Emília os interrompe). EMÍLIA: Shhhhhhhhhhhhhhh.... não vão contar pra todo mundo, né?
NARIZINHO: Emília, você encontrou mesmo um tesouro. Mas ele pertence a todos.
EMÍLIA (revoltada): Ora, essa! Eu encontro meu tesouro e agora vou ter de dividir com os outros?
PEDRINHO (tirando o livro de dentro do baú): Veja só, Emília! Que lindo tesouro você encontrou!
(Desta vez, quem quase cai para trás é Emília)
EMÍLIA: O quêeeeeeeeeeeeee?! E eu pensando que era algo muito valioso!
NARIZINHO: Mas todo livro é mesmo um tesouro, Emília, e deve ser dividido com todos.
EMÍLIA (espantada): Agora querem rasgar o livro!!!
PEDRINHO: Não, Emília! Significa que ele tem de ser compartilhado. (Pega o livro e entrega a Emília). Vamos, escolha uma história!

MÚSICA COREOGRAFADA

LER É PRECISO (Helena Cabral)

Ler, ler vamos ler
Ler, ler é saber
Ler, ler é preciso ler
Ler, ler é aprender
Ler, ler é sonhar
Ler, ler é viajar
Ler, ler é emocionar
Ler, ler é conquistar
O livro é o professor do professor
Quem escreve livro é escritor
Para escrever um livro
Quantos outros foram precisos?
O livro é só o começo de uma história
É o espelho da memória
Registro de conhecimento
Ao longo do tempo

15 de abril de 2014

A sabedoria do caboclo




Já faz algum tempo que não posto aqui um conto bem legal. Como já disse em certa ocasião adoro contos, e nossa literatura  está recheada de alguns tão bons, mas tão bons que acho até desperdício ficarem escondidos dentro de um livro. Assim  a intenção aqui é divulgar alguns contos e seus respectivos autores e livros. Especialmente aqueles que temos em nossa biblioteca, é claro. Assim aqui vai mais um conto super legal. retirado do Livro: Diomira e o coronel Carreirão: A Sherazade do sertão, da autora Ivana Arruda Leite. Adoro este livro, de ótimos contos  e ainda com uma boa pitada de humor.  
E está história começa assim:


Era uma vez um homem muito rico, que ia passando por uma estrada com seu carrão último tipo, quando viu um caipira pescando na beira do rio. Parou e puxou conversa:
- O senhor mora aqui há muito tempo?
- A vida inteira.
- E esse rio dá muito peixe?
- Mais do que eu preciso.
- Por que o senhor não vende os peixes na cidade?
- Pra que?
- Ora, pra ter uma vida melhor, abri uma peixaria, ganhar dinheiro.
- Pra que?
- Pra comprar uma casa, um carro, torna-se um homem poderoso.
- Pra que?
- Pra viver sossegado, sem preocupação, e só fazer o que tiver vontade.
- E como é que o senhor acha que eu tô vivendo?